16 de Maio de 2008
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Formação Superior em Jornalismo: Uma exigência que interessa à sociedade

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Responsabilidade Social da Mídia.
Análise conceitual e perspectivas de aplicação no Brasil, Portugal e Espanha.
Fernando Oliveira Paulino
 
RESUMO

Esta tese analisa o conceito de Responsabilidade Social da Imprensa desenvolvido pela Comissão Hutchins (1947), assim como sua perspectiva de aplicação em mecanismos que assegurem a accountability por parte das instituições de comunicação, tendo como referência a realidade brasileira e experiências praticadas em Portugal (AACS e ERC) e Espanha (CIC e CAC). Desenvolvida tomando como base as técnicas que Thompson (1995) classificou como referencial metodológico da hermenêutica da profundidade, a tese concluiu que existem semelhanças históricas entre Espanha, Portugal e Brasil, porém as práticas de regulação, co-regulação e auto-regulação da mídia têm se transformado após o ingresso dos países ibéricos na Comunidade Européia (1986). Ademais, percebeu-se nas entrevistas com representantes de empresários, profissionais e do público que as instituições de comunicação tendem a adquirir maior possibilidade de prestação de contas a partir da criação e consolidação de Meios de Assegurar a Responsabilidade Social da Mídia - MARS (BERTRAND, 2002), mecanismos que se constituem como alternativas nãoconcorrenciais de mediação e accountability.
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Desafios da Comunicação para a Cidadania
Laurindo Lalo Leal Filho*
 
Encontro Estadual de Jornalistas em Assessoria de Comunicação de Minas Gerais – Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais - Diamantina – 6/10/2007

Esta exposição será dividida em três momentos distintos:

1. A comunicação no espaço público
2. A TV como meio de comunicação hegemônico no Brasil
3. Os desafios para democratizar a comunicação no Brasil

1. A comunicação no espaço público A oportunidade para falar aos colegas assessores de comunicação sobre a relação do nosso objeto de trabalho e estudo com a defesa e o aprofundamento da cidadania em nosso país é um privilégio. Trata-se de um raro momento onde a reflexão teórica tem a oportunidade de se desdobrar em ações práticas. E nesse processo o papel do assessor é estratégico.
Os meios de comunicação de massa e, particularmente, os eletrônicos, são estruturais ao modo de produção capitalista funcionando como parte de uma engrenagem que – com sua dinâmica própria e quase autônoma em relação aos demais agentes sociais – impede uma visão externa crítica. Cabe a quem está dentro da máquina exercitá-la. É o que pretendo discutir aqui com vocês. Mas primeiro é preciso entender o seu funcionamento.
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Hugo Chávez e a “liberdade de imprensa”
Nildo Ouriques, Professor do Departamento de Economia e Presidente do Instituto de Estudos Latino-Americano da Universidade Federal de Santa Catarina (IELA-UFSC)
 
As razoes que levaram o governo de Hugo Chávez a não renovação da concessão pública à Radio Caracas Televisão (RCTV) na Venezuela estão expostas em um documento imperdível denominado Libro blanco sobre RCTV, que o público brasileiro pode facilmente acessar (www.mct.gob.ve). Portanto, não recordarei aqui os argumentos do governo venezuelano. Contudo, creio importante refletir sobre o impacto da medida nos demais países latino-americanos, observar o renovado apelo à religião da “liberdade de imprensa” decorrente da medida e a analisar a unanimidade dos jornalistas e escritores independentes contra o mandatário venezuelano que se verifica no Brasil.
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