Após visita ao Haiti nos dias 6 e 7 de fevereiro, o diretor do Escritório Regional da Federação Internacional dos Jornalistas para a América Latina, Gregório Salazar, e o secretário geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa (SNTP) da República Dominicana, Olivo de Leon, apresentaram um relatório para a FIJ sobre os efeitos do terremoto de 12 de janeiro e possíveis iniciativas de solidariedade a serem desenvolvidas. A Federação dos Jornalistas da América Latina e do Caribe (Fepalc) está buscando informações sobre a tragédia mais recente ocorrida no Chile.
O terremoto no Haiti - o país mais pobre do Hemisfério Ocidental - considerado uma das maiores tragédias dos últimos tempos, atingiu 7,3 graus na escala Richter, provocando a morte de mais de 220 mil pessoas, a maioria na capital, Porto Príncipe. Segundo o relatório, pelo menos 1 milhão de pessoas está em precárias condições de vida e sem saber onde ou do que viverão no futuro imediato.
Segundo dados obtidos pela missão da FIJ junto a representantes do SOS Jornalistas, Associação de Jornalistas Haitianos (AJH) e Centro Petion-Bolivar, 29 jornalistas e assistentes de mídia foram mortos pelos efeitos do terremoto, cerca de 20 ficaram feridos, outros 37 foram afetados de maneiras diferentes e muitos estão dormindo na rua. No relatório, há também a descrição do quadro de destruição que abalou os veículos e o sistema de comunicação haitiano.
Diante do quadro de destruição, o relatório aponta como prioridades intensificar o trabalho imediato de ajuda humanitária aos trabalhadores da imprensa e ao povo haitiano quanto à segurança alimentar e habitação, além de ações de médio e longo prazo, como um plano de assistência ou fundos de solidariedade já sugeridos pelo Escritório Regional da FIJ e pela Fepalc, implicando uma campanha de arrecadação de fundos a nível mundial para executar um programa de cooperação a curto, médio e longo prazo para aliviar a situação dos haitianos em suas necessidades mais prementes.
Dados sobre vítimas no Chile ainda são imprecisos
No dia 27 de fevereiro, após o terremoto ocorrido no Chile - que atingiu a intensidade assustadora de 8,3 graus na escala Richter, de acordo com fontes oficiais, tornando-se o quinto terremoto mais forte na história do mundo –, a Fepalc emitiu nota de solidariedade às famílias das 122 vítimas mortais registradas até aquele momento.
Celso Schröder, presidente da entidade, conta que ainda é impossível ter dados exatos de vítimas humanas e danos materiais diante da magnitude da tragédia. “Estamos acompanhando a situação por intermédio de contatos com a Fenatramco (Federação Nacional dos Trabalhadores nos Meios de Comunicação), mas as informações ainda são precárias”, disse. Segundo ele, a Fepalc está disposta a coordenar os esforços que forem necessários para apoiar os trabalhadores da imprensa e o povo chileno diante desta adversidade. |