Em nota expedida no dia 13 de julho, a Federação Internacional de Jornalistas (IFJ) disse que os crimes contra jornalistas no México estão alcançando níveis de uma atrocidade inimaginável e ocorrem em um ambiente de impunidade. A manifestação ocorreu após o registro de dois assassinatos de jornalistas ocorridos no dia 10 de julho. Em 2010 já foram registrados 12 assassinatos de jornalistas no México.
No sábado passado (10/07), Marco Aurelio Martínez, de 45 anos, que liderou o noticiário "Informativo 800", da Rádio La Tremenda Montemorelos,, foi seqüestrado, torturado e depois morto com uma bala na cabeça e seu corpo foi abandonado em uma área rural. No mesmo dia, foi assassinado no Estado de Chihuahua o fotojornalista Alcaraz Guillermo Trejo, de 24 anos, que era diretor de TV web da Comissão Estatal de Direitos Humanos.
"Exigimos uma ação rápida e eficaz para parar a matança de jornalistas no México", afirmou Celso Schröder, presidente da Federação de Jornalistas da América Latina e Caribe (FEPALC), filial regional da FIJ. "Essa violência é um escândalo global", completou Schroder, que cobra do governo mexicano providências para esclarecimento dos fatos e punição dos autores dos assassinatos de jornalistas.
Antes de Marco Aurelio Martínez e Alcaraz Guillermo Trejo, este ano foram assassinados no México os jornalistas Jorge Ochoa, Valdes Valentin Espinoza, José Luis Romero, Rabago Jorge, Solis Evaristo, Enrique Palomares, Maria Isabel Villicaña Cordero, Juan Francisco Rodríguez Rios, Maria Elvira Hernández Galeana e Hugo Oliveira. |